Embora tenha sido educado na tradição cristã, cada vez mais me sinto distanciado em relação à religião. Particularmente em relação à católica e aos seus dirigentes sedosos de poder.
O poder que os dirigentes religiosos detêm foi adquirido pelo medo incutido ao indivíduo ao longo dos séculos, referi-me particularmente à igreja católica, o que não quer dizer que não se aplique também a muitas outras. Desde o cidadão comum atém aos monarcas, todos sentiram o medo e o terror incutido pela igreja que com os séculos, através de lavagens cerebrais aos atormentados indivíduos, criou uma imagen de deus que pudesse servir os seus objectivos. Um deus poderoso e castigador, que pune com o inferno depois da morte e com pragas e desastres naturais nesta vida, aqueles que não servem os objectivos dos poderosos da igreja, associando as coisas más ou os infortúnios da vida a castigos de deus. É assim que se cria um poder à semelhança do poder dos ditadores. Este poder foi bem visível com as inquisições. A igreja está putrefacta, não só pelos seus pastores mas também pelos seus rebanhos. Para mim, neste momento e porque nem sempre assim foi, a religião é sinónimo de conflitos, problemas e guerras.
A igreja cada vez mais sente a perca de poder, porque para ter poder é necessário ter pessoas para controlar, onde possam exercer o poder. No entanto cada vez há mais galileus e as pessoas vão adquirindo uma macro visão. São os ventos do conhecimento a vingarem-se por séculos de obscuridade, servindo o poderio de uma igreja podre na sua cúpula. Leis religiosas que só se aplicam ao rebanho, incestos papais, assassinatos, infanticídios, genocídios, tudo é válido na corte.
Recentemente em Lisboa, depois de mais uns anos de revés ao poderio da igreja portuguesa, os sinos começaram a soar nas torres, depois de muitos anos de silêncio bem apreciado. É uma forma de controlo e de exercer a lavagem cerebral de meia em meia hora, quando não é menos. Intimidar o cidadão, lembrando-nos do que nos incutiram na cabeça desde pequenos. Quando era criança diziam-nos - "Olha que vais para o inferno!" - Não pensem os dirigentes das nações que estão livres disto. Há muitas formas de terrorismo psicológico. Até o título "A Luz das Nações" dado a um programa televisivo religioso, tem a sua conotação de controlo psicológico para os governantes. Como já não podem fazer terrorismo abertamente, matando e obrigando o indivíduo a submeter-se, fazem agora o subtil terrorismo psicológico. Para além de tudo isto, os sinos são uma fonte de ruído a juntar a todo o tipo de poluição já existente. Para saber as horas tenho relógio no pulso, no telemóvel, carro, autocarro, casa, escritório, frigorífico, micro-ondas, fogão, televisão, rádio, vídeo... enfim, em todo o lado. Lisboa não necessitava disto, estávamos sossegados, vão atormentar os beatos e beatas nas aldeias, porque aqui parecem ser poucos os que ainda vão nas vossas cantigas.
O poder que os dirigentes religiosos detêm foi adquirido pelo medo incutido ao indivíduo ao longo dos séculos, referi-me particularmente à igreja católica, o que não quer dizer que não se aplique também a muitas outras. Desde o cidadão comum atém aos monarcas, todos sentiram o medo e o terror incutido pela igreja que com os séculos, através de lavagens cerebrais aos atormentados indivíduos, criou uma imagen de deus que pudesse servir os seus objectivos. Um deus poderoso e castigador, que pune com o inferno depois da morte e com pragas e desastres naturais nesta vida, aqueles que não servem os objectivos dos poderosos da igreja, associando as coisas más ou os infortúnios da vida a castigos de deus. É assim que se cria um poder à semelhança do poder dos ditadores. Este poder foi bem visível com as inquisições. A igreja está putrefacta, não só pelos seus pastores mas também pelos seus rebanhos. Para mim, neste momento e porque nem sempre assim foi, a religião é sinónimo de conflitos, problemas e guerras.A igreja cada vez mais sente a perca de poder, porque para ter poder é necessário ter pessoas para controlar, onde possam exercer o poder. No entanto cada vez há mais galileus e as pessoas vão adquirindo uma macro visão. São os ventos do conhecimento a vingarem-se por séculos de obscuridade, servindo o poderio de uma igreja podre na sua cúpula. Leis religiosas que só se aplicam ao rebanho, incestos papais, assassinatos, infanticídios, genocídios, tudo é válido na corte.
Recentemente em Lisboa, depois de mais uns anos de revés ao poderio da igreja portuguesa, os sinos começaram a soar nas torres, depois de muitos anos de silêncio bem apreciado. É uma forma de controlo e de exercer a lavagem cerebral de meia em meia hora, quando não é menos. Intimidar o cidadão, lembrando-nos do que nos incutiram na cabeça desde pequenos. Quando era criança diziam-nos - "Olha que vais para o inferno!" - Não pensem os dirigentes das nações que estão livres disto. Há muitas formas de terrorismo psicológico. Até o título "A Luz das Nações" dado a um programa televisivo religioso, tem a sua conotação de controlo psicológico para os governantes. Como já não podem fazer terrorismo abertamente, matando e obrigando o indivíduo a submeter-se, fazem agora o subtil terrorismo psicológico. Para além de tudo isto, os sinos são uma fonte de ruído a juntar a todo o tipo de poluição já existente. Para saber as horas tenho relógio no pulso, no telemóvel, carro, autocarro, casa, escritório, frigorífico, micro-ondas, fogão, televisão, rádio, vídeo... enfim, em todo o lado. Lisboa não necessitava disto, estávamos sossegados, vão atormentar os beatos e beatas nas aldeias, porque aqui parecem ser poucos os que ainda vão nas vossas cantigas.
Fonseca Antunes

